sábado, 6 de dezembro de 2014

Em nossa última aula de Linguagem, território e sociedade foi extremamente construtiva.
Na primeira parte da aula, vimos um vídeo lindo. A escritora Chimamanda Adichie, nigeriana, fala dos preconceitos que temos sobre pessoas de outros lugares, com outras culturas. De como a visão ocidental faz com que surja um padrão de beleza, de certo ou errado, que são baseados somente na cultura ocidental. Contando de forma divertida suas experiências de vida e mostrando suas visões do mundo, do seu país e o preconceito que o seu continente sofre.
 A segunda parte da aula foram as apresentações do livro "O triste fim de Policarpo Quaresma", de Lima Barreto. A sala foi dividida em grupos, cada grupo ficaria com uma parte do livro e a partir deste, produziria uma atividade artística. Meu grupo produziu um desenho a respeito da ideologia da personagem principal e reproduzimos a música Dom Quixote - Engenheiros do Hawaii.
Na primeira parte do livro Policarpo vivia no Rio de Janeiro, onde estava sempre lendo um livro. Neste momento, o Brasil tinha acabado de proclamar a república. Esta personagem é fissurada pelo nacionalismo, assim muitas vezes é mal vista pela sociedade em que vive. Como representação disso, aprende a tocar violão (instrumento julgado ser de vagabundo, na época), considerava ser um instrumento que representa o espírito brasileiro. Mostra sua dedicação ao nacionalismo ao sugerir que o Brasil tivesse o tupi como língua principal.  

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Carolina Maria de Jesus

Nascida em comunidade rual, no ano de 1914, no interior de Minas Gerais (Sacramento) foi uma escritora silenciada em todo o país. Mudou-se para a favela Canindé em São Paulo, logo que sua mãe faleceu. Local onde foi encontrada por um jornalista chamado Audálio Dantas, que ficou surpreendido com a o senso crítico da autora que tinha 33 anos. 
Vivia na favela, construiu sua própria casa com papelão e madeira. Quando saía para procurar material para construir um lugar para morar com sua família, e encontrava cadernos, ou revistas, guardava para poder escrever do seu dia-a-dia.
Foi assim, que seu primeiro livro foi lançado: "Quarto de despejo: Diário de uma favelada", que foi traduzido para 13 idiomas.

A importância do ato de ler - Paulo Freire

Mais um texto do nosso querido Paulo Freire, passado pela professora Célia. Um texto gostoso de ler, pela jovialidade das palavras e o caminho em que a leitura nos leva por um caminho mais prazeroso.
A leitura foi feita em conjunto, cada colega lendo um paragrafo, o que deu ainda mais uma dinâmica na aula, que sempre foi presente na aula de Célia Regina.
Depois da leitura, juntamos duplas e escrevemos respostas para alguns questionamentos feitos pela professora.Cada turma foi ouvida e a grande parte das respostas concordavam entre si e com o texto. Onde eu mais me identifiquei e gostei do ponto é que Paulo Freire defende que devemos aprender o que nos cabe na realidade. Ensinar uma criança a ler, com uma palavra que não representa algo que exista em sua própria realidade, é inadequado e dificulta a aprendizagem.

Salas juntas, novamente

Esta tarde tivemos aula com a turma 1 de novo. A apresentação dos vídeos (o que disse anteriormente, que falava sobre a importância do português) e uma outra atividade, no qual meu grupo ficou responsável pela apresentação de uns blogs de notícias, da região.
Apresentamos os blogs e falamos da diferença deles para um jornal formal (tanto impresso, quanto digital).
Um  blog é escrito por um sujeito, que não precisa necessariamente ser fiel aos fatos, ou buscar ser imparcial. Ouvir todos os lados da história, ou se quer, ser um fato real. Mas ressaltamos a importância de uma mídia que é escrita, basicamente, pelo próprio leitor e de como, dessa forma, a notícia que é tida como não importante, pelos grandes jornais, tomam a visibilidade que merece.

Meus preconceitos com o português

Esta aula foi dada em conjunto com a turma 1. Com a turma maior, pudemos ouvir mais opiniões e experiências com o texto trabalhado: Preconceito linguístico de Marcos Bagno. 
Este documento é dividido em Mitos (trabalhamos até o quarto mito), que acontece dentre as várias variações do Português em todo o mundo. 
Mito 1- Não compreende o pais como diversificado, desta forma, não aceita como certa a maneira de dizer de cada área do país.
Mito 2-  A ideia de que o português vindo de Portugal é o certo, enquanto o do Brasil, é errado. Desta forma, o preconceito forma-se na ideia de que um país mais antigo e mais "civilizado" é o correto.
Mito 3- O português é visto como difícil demais. Isto acontece porque o que é aprendido na sala de aula, são as regras gramaticais. O que dificulta, é que no Brasil, o português falado é muito diferente do escrito. Em Portugal, esta diferença não é tão gritante. 
Mito 4- É visto o preconceito de que as pessoas que não têm nível alto de ensino formal (escolaridade) fala errado. Definir como certo e errado a maneira de falar de alguém, é um grande erro cometido em todo o país. O coloquial exige apenas que haja a comunicação entre os indivíduos que interagem. Se houver, está correto. 


Documentário na íntegra

O documentário "Língua: vidas em português" foi passado na segunda aula do componente curricular. Um trabalho que fala sobre países que usam o português como língua. A importância e dificuldade de cada uma das figuras que comparecem no filme.
O que mais me marcou foi um homem de Moçambique, na África, ele dizia da sua paixão pelo português, mesmo não sendo a primeira língua do país. Hoje em dia, são raros os que usam o português nesse local.
Depois de assistirmos o documentário, fizemos uma roda de discussão (como sempre é tido neste componente curricular). Cada estudante apresentou sua visão própria e nos foi proposta uma atividade que tinha era "a continuação do documentário". Iríamos fazer nossa própria entrevista e descobrir a importância deste idioma para a dada pessoa.
Como eu escrevo diários desde bem nova, o meu grupo resolveu ouvir a minha própria experiência, falando a respeito da"evolução" de um português e de como essa mania ajudou em minha vida. Depois falamos com o motorista do transporte que nos leva até a UFSB, que é de Minas Gerais, a respeito da variação da língua ainda dentro do país.

sábado, 29 de novembro de 2014

Primeiros contatos

No começo do componente de Linguagem, Território e Sociedade foi proposto levar algo que nos represente.
Logo pensei em levar meu diário. Um lugar onde escrevo meus sentimentos, meus pensamentos, meus desenhos. Nada pode me definir melhor do que um caderno onde escrevo como estou todos os dias.
Uma poesia minha:
Ceifadora dos sonhos

Eu sinto falta de mim.
Sinto falta de você e parece que você longe,
Eu não sei nada de mim.
Eu sou lava,
Queimo teus pés e te berro:
Vem!
Virou quadrupede e correu,
Quem mais poderia amar criatura tão mascada.
Estou ardendo no veneno dos insetos.
Eu nem ao menos me possuo.
Faca serrada na garganta errada...
Quem estou enganando?
Se falasse de mim, acabaria no lixo.
Possuidora de grandes erros,
Eu não sou mais nada.
Eu quero gritar, 
Mas sussurro mentiras.
Não escovo os dentes depois de falar,
Elas deixam o sabor amargo, faço questão de não lavar.
Sua saudade é real.
Rapaz solúvel, não engula o chá.
O café está sem açúcar.
Sou alérgica aos toques falsos de sua voz,
Me desculpa pela irritação na coxa, 
Mas a culpa é toda sua.
Nua. Crua. Tua. Lua.
Não sou estrela, ou mar.
Lua.
Ilustre a minha folha em branco.
Alva, crava a clava em mim e vá.
Passou, hoje te conto histórias sem fim.



Vimos então um documentário chamado Língua: Vidas em português. Onde pessoas que vivem em outros países, que têm como língua o o português, falam sobre suas experiências com o idioma e, até, sua paixão.
Falamos as formas de texto, lemos um texto em conjunto e discutimos sobre a importância do português em nossas vidas.